sábado, 16 de fevereiro de 2008
Soneto 116 - William Shakespeare
"De almas sinceras a união sinceraNada há que impeça: amor não é amorSe quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor.Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura;É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura.Amor não teme o tempo, muito embora, Seu alfange não poupe a mocidade;Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade.Se isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou"
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Um comentário:
Essa tradução de Barbara Heliodora está muito ruim. A minha está melhor:
“Que à união de almas, sincera,
não admita eu impedimento. Não é amor o amor
se, quando empecilhos encontra, se altera,
Ou se curva ao mínimo temor.
Oh, não! É o amor marco eterno, dominante
Que encara a tempestade com bravura
Estrela-guia de toda vela errante
Cujo valor se ignora em altura
Não é o amor joguete do tempo, embora
Sua foice não poupe a mocidade
O amor não se transforma de hora em hora
Antes se afirma para a eternidade
Se for isso falso e o engano, a mim provado
Então nunca terei eu escrito, nem jamais homem nenhum, amado”
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